As cheias não param nos limites do concelho. Os nossos sistemas de monitorização também não devem parar.
Parte das inundações de Odivelas começa em Loures, quando o nível alto do Tejo provoca o retorno das linhas de água partilhadas. A partilha de dados dos sensores dá agora aos dois municípios o quadro completo.

O desafio
Odivelas sofre inundações causadas pelo retorno das linhas de água que partilha com Loures, quando o Tejo, onde desaguam os cursos de água dos dois municípios, está em nível alto. Sem dados de Loures, o Serviço Municipal de Proteção Civil de Odivelas tinha dificuldade em antecipar estas inundações.
Como pode um município ganhar tempo de resposta ao monitorizar linhas de água para lá dos seus limites?
O que instalámos
Como ambos os municípios são clientes da greenmetrics.ai, os dados são partilhados: Loures está ciente da situação a montante e Odivelas do estado a jusante, e cada um vê o que vem do outro lado da fronteira.
O que mudou
Odivelas consegue agora antecipar as inundações causadas por retorno, com leituras de sensores fora do seu território. O caso evidencia as capacidades do sistema quando as inundações são geridas a nível intermunicipal.
- Antecipação de inundações causadas por retorno
Porque é importante
A água não respeita fronteiras administrativas. Quando uma inundação começa no município vizinho, os primeiros sinais surgem onde uma autoridade não tem sensores e a outra não tem razões para dar o alarme. A partilha de dados junta duas visões parciais numa só, para que o trabalho preventivo em Odivelas comece na primeira subida de nível, e não quando a água já está nas ruas.
- Inundações por retorno sem qualquer aviso
- Pontos cegos na fronteira municipal
- Cada município a preparar-se com metade da informação
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